A estreia, 14.12.2024.
Atualizado: 20 de jan. de 2025

Quem não é acometido por nervosismo em estreias? Conosco não seria diferente!
Os ensaios nas praças, as dificuldades para adaptar o teatro à deficiência visual, o enfrentamento dos traumas; dos próprios e dos alheios e todas as outras incertezas repercutiram na estreia da peça Vidas Encarceradas. E por falar em estreia, exceto Alessandra Borges, todas as atrizes e os atores eram estreaantes. Ayo Adeola também estreiou como diretora, apesar de ser atriz e ter experiência em dramaturgia, foi a primeira direção.
Destaca-se que não se tratava apenas de escrever, atuar ou dirigir - os desafios eram inúmeros - dentre outros, a elaboração de uma metodologia de interpretação teatral para pessoas cegas. Essa metodologia não poderia ser restrita ao teatro pedagógico e/ou a atividades pedagógicas associadas a práticas teatrais.
Vale dizer que surpreedemos e fomos surpreendidos! Os ingressos esgotaram dois dias antes do espetáculo. Havia fila de espera aguardando desistência. A peça foi divulgada em onze mídias diferentes. Concedemos entrevistas! Foi um sonho, materializado. Tudo começou com o desejo de transformar as angústias discutidas por mulheres; em especial as com deficiência, pretas e pobres, a dar um basta à violência. Não podemos e não queremos mais ser silenciadas. Queremos ter e dar voz!
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