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Povoada - Sued Nunes
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Pajubá Elekô e(m) CENA

Sobre Nós

O Pajubá Elekô é um coletivo de artistas que atuam de forma dedicada no combate à violência contra a mulher e na promoção da inclusão. Nossos esforços se concentram principalmente em apoiar pessoas cegas, mulheres negras e a comunidade LGBTQIAPN+. Através de performances teatrais e projetos culturais, buscamos criar conscientização e impacto positivo, promovendo a diversidade e a igualdade.

O projeto Pajubá Elekô e(m) Cena é uma iniciativa que transforma grandes temas de interesse do universo feminista, em especial, narrativas afrocentradas e temáticas inclusivas, em esquetes teatrais e/ou peças de montagem independente. Nesse sentido, as atrizes e os autores têm formação em Teatro do Oprimido -TO, participam de coletivos e/ou instituições ligadas às temáticas supracitadas e vivenciam as experiências teatrais como forma de autonomia, ruptura dos silenciamentos, mobilização social e empreendedorismo cultural.

No que se refere à autonomia, o processo de montagem independente, posterior à formação em TO, recupera um dos principais conceitos defendidos por Augusto Boal¹: todo mundo é ator e como espect.-ator tem direito e autonomia política para ocupar espaços.

Em tal contexto, rompe-se os silenciamentos, facilitando o acesso ao teatro e à atuação a mulheres negras, mães solo, pessoas com deficiência, secundaristas, trabalhadores informais entre outros que estão acostumado à ocupação da plateia. Portanto, mantidos, historicamente, no lugar de escuta passiva e/ou de receptor dos diálogos.

Salienta-se que a iniciativa de tornar as experiências vivenciadas durante o curso de Teatro do Oprimido -TO, materializadas em fazer teatral é uma forma de mobilização social, extrapolando o exercício teórico em ação/ intervenção. Sob essa ótica, nossos cursistas, por meio do curso, das rodas de conversa do coletivo e da ação política que vivenciam, saem da plateia e ocupam o palco.

Destaca-se que a autonomia da montagem está explicita em todas as etapas desta produção independente que, por meio de captação e venda de ingressos, novamente, retroalimenta a ideia de ocupação dos espaços e do “atuar” socialmente, via atuação teatral. Sob essa ótica, a proposta deste projeto é viabilizar a autonomia, a ruptura dos silenciamentos, a mobilização social e o empreendedorismo cultural por meio da metalinguagem: discutir intervenção, fazendo intervenção.

É importante citar que o tema de trabalho, durante o primeiro ano do projeto, será a violência doméstica. Sob esse viés, apresentam-se os diferentes tipos de violência contra a mulher, enfatizando dois recortes: mulheres com deficiência e/ou negras.

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¹Augusto Boal: Idealizador do Teatro do Oprimido. Disponível em: https://augustoboal.com.br. Acesso em: 24.11.2024.

acolhimento e denúncias em atendimento às violências sofridas por mulheres com deficiência, em especial, as surdas e as cegas.

Saiba Mais

Nossos Valores

Princípios Fundamentais

No Pajubá Elekô, acreditamos na igualdade, no respeito e na diversidade. Nossos valores fundamentais incluem a defesa dos direitos das mulheres, a inclusão de minorias e a luta contra a discriminação. Buscamos sempre promover a justiça social e a aceitação, criando espaços seguros e acolhedores para todos.

Atuamos com Economia Solidária, um conceito de Paul Singer², voltada ao empreendedorismo cultural. No primeiro espetáculo, por exemplo, a venda dos ingressos foi dividada entre o elenco. Acreditamos que o teatro e que os projetos sociais de intervenção podem e devem gerar renda.  Até porque, para levar um espetáculo ao palco temos investimentos: local para ensaiar, transporte, alimentação, rider técnico. 

A estreia de Vidas  Encarceradas se deu com ensaios ao lado da psicina da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT e na praça. Porém, janeiro surpreendeu o elenco e direção teatral: Cuiabá foi presenteada com muitas chuvas, o que inviabiliza nosso espaço a céu aberto.

Outro elemento é a questão do transporte. A maioria do elenco tem deficiência visual, os ensaios acontecem à noite, pois a diretora da peça trabalha durante o dia e o deslocamento fica por conta do grupo: seja gasolina ou aplicativos. Por fim, o Cine Teatro e o Zulmira Canavarros, por meio da Assembleia Social do estado de Mato Grosso, apoiaram a nossa iniciativa com o espaço para as apresentações. Entretanto,  há o rider técnico. Na primeira apresentação,  fomos contemplados com o trabalho de Laís Wrzesinski, mas nem sempre é possível ter esse tipo de trabalho, com a qualidade que esse profissionais ofertam, sem contrapartida. Até porque, para fazer esses trabalhos, além de tempo, também há investimento. 

Queremos levar esse projeto para escola, receber as escolas também. Distribuir ingressos para pessoas cegas e surdas que,  apesar do espetáculo ser /estar acessível, nem sempre têm recursos financeiros para aquisição de ingressos.

Nosso projeto é imenso, audacioso, porém necessário. Por que insistir e investir em algo tão desafiador? Porque nada se conquista sem a ruptura de barreiras e o enfrentamento dos desafios! Como diz Sued Nunes, "quem falou quem andamos sós"! Caminhe com a gente?

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2 Fonte:https://paulsinger.com.br/

Descubra Mais

Vidas Encarceradas (De 14.12.2024 a 14.12.2025)

Blog "Vidas Encarceradas"

Ayo Adeola

Direção e dramaturgia

Mulher preta, mãe do Paco, atriz, coringa do Teatro do Oprimido, educadora social. Deságuo sensações, "escrevivências"  e histórias e às vezes, alguém  as lê. Em uma delas, fui contemplada com o prêmio Vivências Literárias, em parceria com o Itaú Social e recebi uma bolsa de produção literária Cinco autores de todo Brasil, eu, entre deles. Acredito na inclusão da pessoa preta, periférica, com deficiência, à margem.  Escuta é o nosso lugar. Arte também é o nosso lugar! Sejamos escutados e vistos!

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65 99667-4769

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